Tema: Dia tenso
Urna eletrônica… urna… voto morto? Não! Meu voto vivo, cheio de dignidade, de afinidade com os meus preceitos, com o que penso ser certo para mim e para cada brasileiro. Voto que se revela no amor à família, ao trabalho e a Deus. Não o Deus no altar, mas a centelha de Deus em cada um de nós. A agonia foi crescendo, o espanto e a vergonha também. Urna suspensa no tempo, por uma “canetada” de um Ministro fora do tempo e do espaço, que veio voando com sua toga manchada de ludíbrio. A noite veio pesada como chumbo. Misturou sentimentos de repulsa, vergonha, horror… Assaltada a nação brasileira ao som de fogos, aplausos e gritos histéricos de muitos irmãos desacordados. E eu, acordada na noite de breu, silente, de mãos postas a rezar pelo Brasil.