Outro dia entrei no meu quarto e encontrei este quadradinho de sol na minha cama. Cheguei à janela e tentei entender como era possível aquele efeito. Não consegui desvendar o ocorrido. E fiquei por ali, matutando… depois pensei que não precisava de uma explicação. Precisava sentir aquela efêmera preciosidade. A beleza da luz, o calorzinho e o que poderia significar para mim aquele quadradinho. Associei logo à janela, que é quadrada. Pensei que era uma ordem: chegue à janela de sua vida e olhe para fora. Veja a beleza que existe além de você mesma, além de suas dores! Depois pensei: as pessoas que amo e que não estão mais neste plano moram no meu coração. Sempre digo que elas assomam à janela do meu coração e acenam para mim. Pensei que foi mamãe quem abriu a janela do meu coração e pude ver lá dentro. Constatei que há sol no coração que bate no meu peito. Meu coração é ensolarado! As pessoas que moram nele também estão sob o sol, estão iluminadas! Isso me deu uma alegria sem fim! Uma alegria que não está contida num quadrado, não se limita, não tem barreiras… Se já sou plena com um raio de sol, quanto mais com um quadradinho!