Fui uma jovem bastante irreverente, de cabelos curtíssimos, coisa bem moderna na época. Mas sempre procurei ser uma boa menina, responsável e tal. Quando vez por outra pensava em embarcar numa canoa furada, pensava: “eu não posso fazer isso com mamãe; não posso trair a confiança dos meus pais”. E deixava a canoa descer o rio sem mim. A religião também é um bom freio. E um bom ensinamento. Depois de adulta e com algumas décadas nas costas, às vezes dizia: “as pessoas que não me compreendem que se danem; no fim do mês quem paga as minhas contas? Euzinha!” Mas não é bem assim… Venho aprendendo que temos de ter uma postura firme e uma filosofia meritória. Que o certo é o certo e o errado é o errado. Relativizar pode ser um engodo. Isso pode tornar a vida menos leve, mas mais consciente. Menos risonha, mas mais profunda. Mais comprometida com nós mesmos e com as pessoas do nosso mundo particular. Digo “mundo particular” porque se dermos conta do nosso entorno já fazemos a diferença. Não desejo ser malvista, mas desejo ser eu mesma, cada dia mais consciente, mais humana e mais fiel a Deus.