Saí por aí, na minha imaginação,
Correndo com o vento,
Nós dois, de mãos dadas.
Colhi perfume das flores
Que o vento me trouxe.
Bebi gotinhas de chuva,
Presente do vento.
Dancei, rodopiando,
No torvelinho,
Bailando com o vento.
Mas, um dia, o vento parou de ventar.
Fiquei parada, atônita,
Sem movimento.
O vento era quem me acudia,
Divertia-me,
Sacudia-me,
Inundava-me de vida!
O vento tinha nome.
Ven-to
Vem, tu,
Me animar!
(À minha mãe, Neneve Castro)