Mariela corria desesperada pela rua apertada de gente, indo e vindo apressada, na hora do pico. Precisava alcançar o homem alto, de cabelos escuros bem cortados, de camiseta azul. Arrancou o scarpin e continuou correndo, pedindo licença e desculpas por onde passava. Finalmente, quando segurou o braço de Frederico e este lhe virou o rosto, ficou lívida de susto, pois era outra pessoa. Desculpou-se, ao mesmo tempo em que os olhos embaçaram de lágrimas pelo esforço em vão e frustração. Arrependera-se por terminar o namoro com Frederico e queria urgentemente lhe dizer isso, antes que o estrago fosse maior. Pronto, o estrago já o fizera bem feito.