Bem, a coisa hoje funciona bem assim, sem rodeios: a garotada não está nem aí e é “respondona”. Não vou romantizar.
Pois outro dia estávamos, eu e meu companheiro, tomando banho de mar. Duas garotas de uns 15 anos foram entrando. Percebi que uma delas parecia estar com medo e a outra era mais atirada. O mar neste dia vazou timidamente e estava arrepiado. Passaram por nós, muito. Quando dava para vê-las - por causa das ondas - olhei em volta e não havia nem homem, que geralmente se arrisca mais, na linha delas. Elas lá na frente. Segurei-me quanto pude, porque não sou intrometida, mas não aguentei. O medo de vê-las em apuros ficou fora do controle e gritei para elas, fazendo gestos: “meninas, voltem para cá”, ao que a mais atirada respondeu, perguntando o porquê. Então eu disse que estavam muito à frente e que o mar podia puxar. Ela replicou: “ora, a gente nada!”
Fiquei tão indignada de nem considerar a admoestação! Então disse para meu companheiro: caso aconteça algo já estou avisando para mim mesma que não vou tentar salvar ninguém! Porque sou assim, a “mulher maravilha”, quando vejo já estou correndo riscos enormes para salvar alguém. Devia ter entrado no Corpo de Bombeiros quando era jovem (risos).
Mas não demorou nada e elas vieram conversando, até ficarem na linha de todos os banhistas. Mas, continuam “respondonas”!